28 de janeiro de 2011

Moradores pedem mais asfaltamento nas vias da freguesia

Às perguntas levantadas pelo público presente na primeira de duas reuniões na freguesia, que decorreu no CCDBA, a presidente da autarquia e vereadores apresentaram soluções, tendo em consideração prioridades e orçamento disponível para a respectiva a resolução.
“A Câmara Municipal de Setúbal tem vindo a fazer várias intervenções de asfaltamento e colocação de passeios”, afirmou a presidente Maria das Dores Meira na reunião do projecto “Ouvir a População, Construir o Futuro”, que decorreu anteontem à noite no Centro Cultural e Desportivo de Brejos de Azeitão (CCDBA).
A autarca deu como exemplos a rua da Escola e adjacentes, que numa primeira fase beneficiaram de trabalhos orçados em 400 mil euros”. “Temos tido atenção, todos os anos, às questões do asfaltamento e reasfaltamento de vias principais”, acrescentou Maria das Dores Meira.
Em Vale de Cães existe “um problema de há muitos anos, décadas”, referiu, mas que será resolvido com uma empreitada que inclui pavimentações, construção de redes de saneamento e de passeios e criação de áreas de estacionamento, obra a rondar um milhão de euros, cuja abertura de concurso público foi aprovada na última reunião de Câmara.
“Nós nunca estivemos tão perto de fazer esta obra”, afirmou o vereador das Obras Municipais, Carlos Rabaçal, assumindo o compromisso com os moradores. O vereador mencionou que esta intervenção, executada em duas fases, representa um “enorme esforço”, em termos financeiros. É o caso dos trabalhos previstos, de 120 mil euros, para a rua Gonçalves Zarco, a primeira a ser intervencionada, pois é uma artéria estruturante onde passa o colector principal.
Por sua vez, o vereador do Urbanismo, André Martins, recordou que, em matéria de esgotos e águas pluviais, em 2006, foi estimada a necessidade de um investimento da ordem de 15 milhões de euros para a resolução destas questões.
André Martins salientou que muitos problemas surgem, principalmente em Brejos de Azeitão, porque no passado se construiu sobre linhas de água. O vereador anunciou que está em curso um estudo da bacia hidrográfica para que se possa actuar consoante as indicações obtidas.
Sobre a intenção de passar a rua da Serração, onde está localizado o CCDBA, a sentido único, André Martins disse estar prevista uma “grande obra”, estando o estudo de circulação envolvente concluído, “o que vai resolver o problema da vala da Brejoeira”.
O próximo encontro, ainda em S. Lourenço, está marcado para hoje, às 21 horas, na Casa do Povo, em Vila Nogueira de Azeitão.
Fonte: Jornal "O Setubalense" 28/01/2011

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Questões colocadas pelos Azeitonenses:

De entre 35 perguntas colocadas pela população, ficaram por responder as seguintes questões:
  1. Desde Maio de 2010 que existe um sinal vertical de limite de velocidade 70 Km/Hora na Rua da Família Bronze. PORQUÊ? Não deveria ser 50 Km/Hora!
  2. Porque não se veda o parque infantil e jardim junto à Delegação de Brejos da Junta de Freguesia?
  3. Será possível consultar o estudo viário para a Rua da Serração?
  4. Os esgotos no Bairro da Brejoeira, é um sério problema a resolver. Encontram-se muitas manilhas partidas e outras a cair. Quando chove a população está sempre em cuidados por causa das inundações. Para quando a resolução definitiva deste problema?
  5. Ainda no Bairro da Brejoeira a falta de limpeza das árvores de grande e pequeno porte é causador de entupimentos das sarjetas e sumidoros pluviais. Para quando a limpeza e respectiva poda das arvores do Bairro da Brejoeira?
  6. Os passeios, anexos á novíssima escola da brejoeira, encontram-se por calcetar. Para quando o calcetamento dos referidos passeios?
  7. Existe uma vala de esgotos e aguas residuais a céu aberto por resolver junto á novíssima escola da brejoeira. Por ali encontramos para além do muito mau cheiro, ratos cobras e outros bichos. Como e quando a resolução deste grande problema?
  8. A placa com a indicação da Rua do Timbe encontra-se dentro da propriedade privada, coberta com vegetação, quem por lá passa não a vê. Para quando a colocação de uma placa no devido lugar?
  9. Na Rua Diogo Cão encontram-se arvores em perigo de derrube. Quando é que os serviços de protecção civil efectuam uma avaliação da situação?
  10. Para quando a colocação de um espelho no cruzamento da rua do Simba?
  11. A Obra junto ao LIDL: Que tipo de obra? Qual é o investimento e quem vai pagar?
  12. Nas Casa de Azeitão - Poente II não se vêem as passagem de peões (passadeiras). Para quando a repintura das passadeiras?
Todas estas questões a Sra Presidente prometeu responder na reunião do próximo dia 28 de Janeiro  pelas 21 horas, na Casa do Povo, em Vila Nogueira de Azeitão.

CAVACO O INTOCÁVEL

Pois...

O inatacável. O acima de toda a crítica...O próximo de Deus! O que defende o PEC. Para que não lhe falte nas reformas! O mesmo PEC dos sacrifícios... PARA OS OUTROS! Na posição dele, eu também o defendia.Com a mesma hipocrisia que lhe conhecemos há 30 anos.

Vejamos:

- Uma vez, enquanto era PM, foi a um hospital do Algarve, ver o pai, que estava doente. O segurança pediu-lhe a identificação como era o seu dever. Ele não lhe deu o BI e despediu-o.
Felizmente que se criou uma onda de solidariedade e arranjou-se novo trabalho para o segurança do hospital (anos 90, creio).QUE SE HAVIA LIMITADO A CUMPRIR O SEU DEVER.

Há mais:

- Na inauguração do caminho de ferro via Ponte 25 de Abril (Julho de 99), a cadeira que lhe destinaram ficou vazia.
Embora convidado, faltou.Pois... Quando o melhoramento foi inaugurado, era outro o primeiro-ministro.
Então, comparecer para quê? Não ocupava o centro das atenções! Não era inaugurado pelo homem do leme. O mesmo homem do leme que (recentemente, já PR), quando confrontado pelo facto de umas acções do grupo BPN/SLN que havia adquirido fora de bolsa haverem valorizado cerca de 140% respondeu:

- Nessa altura não desempenhava quaisquer funções públicas, portanto nada tenho a dizer.
( A honestidade segue, pois, ciclos - quando se desempenham ou não funções públicas...)
O mesmo que, sacrificando o seu próprio partido atacou o Governo de Santana Lopes.
O mesmo que plantou as notícias sobre escutas (o fiel Fernando Lima apenas mudou de posição - afastá-lo, nunca!

Os seus não são afastados. Quando muito, caem de maduros. Lembram-se da sisa de Cadilhe (finais da década de 80)? Ele defendeu-o. Do sangue de Leonor Beleza (1985/86), defendeu-a até ao fim.

Do recente escândalo BPN (recente)? Quando já era insustentável a presença do escudeiro Dias Loureiro no Conselho de Estado (e até personalidades da área do PSD comentavam o assunto)? Ele dizia que nada se havia provado...
Até que Loureiro caiu. Não podia ser de outra forma...
Ele acha que basta ser dos seus. Isso confere absoluta imunidade...Lembram-se dos anos (1982/83) que levou a atacar Balsemão?
E depois Mota Pinto (1983 a 85)? (a esposa exclamou na altura: - mataram o meu marido...!)

Mas quando Carlos Macedo - que, além de ser médico, foi seu colega de executivo (Ministro da Saúde) no Governo AD presidido por Sá Carneiro - atacou Leonor Beleza, sua Ministra da Saúde, foi, pura e simplesmente, EXPULSO do PSD, de que era Presidente na altura.

Coincidência...Lembram-se quando atacou o Governo do seu próprio partido, encabeçado por Santana Lopes, com a história da boa e má moeda, favorecendo, assim, o PS de José Sócrates (2004)?

Atacando forte e feio...Recordam-se, quando, na sequência destes ataques (feitos em 2004) Alberto João Jardim (polémico, mas destemido) se referiu a ele como "sr.Silva" ? Pois foi...Logo a seguir, como candidato a Belém, foi à Madeira (2005). Beijar a mão que o atacou, pois precisava do voto dos madeirenses, não fosse o Diabo tecê-las, não ganhar à primeira volta e suceder-lhe o mesmo que a Freitas do Amaral em 1986? E por falar em Freitas do Amaral?

Lembram-se de Aníbal o ter apoiado em 1985/86 e depois se ter recusado a pagar a parte que cabia ao PSD (por ele liderado) nas dívidas de campanha, que depois o candidato pagou, com pareceres que - na sua qualidade de jurisconsulto e professor catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa - foi elaborando ao longo dos anos seguintes?

É este o homem que se afirma pelo seu exemplo.É ESTA A SUA FORMA DE ESTAR ! É ESTE O SEU MODO DE AGIR! NÃO OBSTANTE, BAILA-LHE NOS LÁBIOS UM DISCURSO DE RECTIDÃO ! E DE CARÁCTER!

Têm de memória a sua frase sobre a solução do problema dos funcionários públicos (2002, creio)? Resolvia-se DEIXANDO-OS MORRER! É este o homem que tenta passar a mensagem que não é político (campanha e pré-campanha de 2005/6), mas foi o indivíduo que mais tempo ocupou o cargo de primeiro-ministro (1985-1995). Depois de ter sido Ministro das Finanças (1979/80).
Recebo imensos "e-mails" atacando José Sócrates (que reeencaminho, por vezes) Mário Soares, Manuel Alegre, etc..

Desafio, agora, os que me enviam estas mensagens (eles sabem bem para quem é o desafio): DESMINTAM AQUILO QUE ACIMA SE REFERE SOBRE O HONESTÍSSIMO Aníbal.
ESTÃO LÁ OS FACTOS E OS ANOS. FORÇA! NEGUEM! Fico a aguardar desmentidos. Que não ataques a terceiros.
Os podres de líderes de outros POLÍTICOS não servem para defender a excelsa figura ora em causa.
Portanto, DESMITAM OS FACTOS ALEGADOS.

Aguardo.
P.S. Para não falar do desmaio, aquando da tomada de posse de António Guterres ....

Enviado por email por autor desconhecido

Monstruosidades, algumas esquecidas........

Se os portugueses não tivessem memória curta e tivessem sido leitores do Expresso teriam dado por uns artigos de Cavaco Silva que, segundo o próprio, alertavam para o risco de Portugal chegar à situação em que estamos. Mas esses mesmos portugueses recordar-se-iam igualmente da última vez que o FMI esteve em Portugal, em 1983. Nesse tempo o grande problema da economia portuguesa era o mesmo que enfrentamos actualmente, a sua competitividade externa agravada agora por um contexto internacional menos favorável e por uma dívida pública e privada que consomem uma parte cada vez mais significativa da riqueza produzida pelo país.

Tal como agora os jovens não tinham emprego e no meu caso a situação era agravada pelo estigma de ter tirado a licenciatura do ISEG, os anúncios de empregos excluíam os que se tinham licenciado naquela escola, os senhores da Universidade Católica (por onde andava o
Cavaco) e da Nova (onde o Cavaco se baldou até ter tido um processo disciplinar) usavam da sua influência para as empresas empregadoras favorecerem os pupilos da Nova e da Católica.

Lembrar-se-iam também de que a causa remota da vinda do FMI foi a decisão de Cavaco Silva de revalorizar o escudo, uma manobra eleitoralista apoiada num falso nacionalismo que retirou a competitividade externa das economias portuguesas, com as consequências que o país conheceu depois. O mesmo Cavaco que tinha responsabilidades directas no descalabro da economia portuguesa deu depois o golpe ao governo do bloco central quando tudo estava resolvido, governando em tempo de falsas vacas gordas, à custa da adesão à CEE que tinha sido conseguida por Mário Soares, do reequilíbrio das contas externas alcançado num governo liderado pelo mesmo Mário Soares e da imensidão dos fundos comunitários. Há poucos dias muitos evocaram o papel do falecido Ernâni Lopes na recuperação da economia portuguesa, ninguém se recordou de quem foi o responsável por Portugal ter ido bater à porta do FMI, nesse tempo Cavaco não tinha tempo para alertar em artigos no Expresso para as consequências da sua incompetência.

Outro exemplo da preocupação de Cavaco Silva com a protecção da economia portuguesa e a competitividade das nossas empresas foi-nos dado quando já era primeiro-ministro. Para reduzir a taxa de inflação não hesitou em eliminar os mecanismos de protecção negociados durante a adesão para o sector agrícola e de um dia para o outro sectores como os cereais, carnes e lácteos deixaram de ter qualquer protecção em relação à forte concorrência dos produtos vindos dos outros estados-membros soçobrando face à competitivade da agricultura europeia.

Cavaco Silva é o pai da conquista de votos a qualquer preço, dos acordos de concertação social à custa de cedências generalizadas, dos negócios lucrativos de acções com cotações fixadas por Oliveira e Costa, da promoção de professores de trabalhos manuais com o 5.º ano a professores com estatuto de licenciados, da possibilidade de os funcionários públicos poderem comprar anos de serviço com base em mentiras o que permitiu a muito boa gente reformar-se com cinquenta anos porque deram explicações quando tinham doze, dos aumentos de pensões de reforma em vésperas de eleições, do agendamento de dezenas de cerimónias de inauguração de obras públicas em vésperas de eleições, de cerimónias do CCB onde se exibiam publicamente os novos militantes do PSD, muitos deles promovidos a chefes depois do competente preenchimento da ficha de militante.

Cavaco Silva é o pai das políticas eleitoralistas sem escrúpulos em que os votos justificam os meios, da invasão do Estado por milhares de boys, do enriquecimento fácil à custa do Estado, é o pai espiritual dos que roubaram mais de 3 milhões de euros no BPN que os portugueses terão de pagar com impostos e cortes de vencimentos. O candidato presidencial Cavaco não previu o futuro do país num artigo que escreveu há sete anos, o agora candidato presidencial escreveu o futuro do país quando foi ministro das Finanças e primeiro-ministro, escreveu gatafunhos na democracia quando o seu pau mandado inventou escutas e está a escrever uma página triste na história da instituição Presidência da República.

Quando Miguel Cadilhe disse que Cavaco Silva era o pai do monstro pecou por defeito, o candidato presidencial Cavaco Silva é ele próprio a representação viva do monstro.

In "O jumento" de 22.12.2010.

Fórum Setúbal gera dois mil empregos

Shopping: Centro comercial deve abrir em 2013, no Vale da Rosa
São 44 mil metros quadrados, 2160 lugares de estacionamento e 110 milhões de euros de investimento. O Fórum Setúbal, que deverá abrir portas no segundo trimestre de 2013, foi ontem oficialmente apresentado e promete empregar duas mil pessoas.
Por:Edgar Nascimento com Lusa

 "É um projecto muito importante para Setúbal. Todo o dinheiro das taxas, que não deverá atingir os oito milhões de euros, vai ser investido em infra-estruturas da rede viária, em que se inclui uma alteração radical da EN10, entre as rotundas do Montebelo e das Pontes", explicou Maria das Dores Meira, presidente da autarquia. O centro comercial ficará localizado perto do novo Intermarché, no Vale da Rosa, e já tem garantida a presença de várias marcas – Continente, Worten, Modalfa, FNAC e Prismarck.
Sobre o eventual impacto negativo do shopping nas lojas de comércio tradicional, nomeadamente na Baixa da cidade, Maria das Dores Meira assinalou que a autarquia "já permite a abertura até às 22h00 ou 24h00". "Penso que o centro comercial vai trazer mais pessoas se a Baixa tiver lojas atractivas e horários compatíveis", acrescentou.
Francisco Carriço, presidente da Associação de Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal, considerou que "a Baixa de Setúbal já sofreu o que tinha a sofrer e já está numa fase de reorganização. Aquele comércio que era inviável acabou por fechar".
O responsável acrescentou que "as grandes superfícies já não afectam o comércio tradicional e vão destruir-se umas às outras, a não ser que desenvolvam uma política de fusão", lembrando a aquisição do Carrefour pelo Continente.
O Fórum Setúbal é um projecto da multinacional holandesa Multi Development Corporation (MDC), que detém em Portugal vários centros comerciais, entre os quais o Fórum Montijo, o Fórum Barreiro, Almada Fórum, Armazéns do Chiado, Fórum Algarve, Fórum Coimbra e Fórum Viseu.
ver video.......
  

DEBATE: Compreender Setúbal - Prevenção de Cheias

A definição de uma Estrutura Ecológica Municipal de Setúbal (EEMS) tem como objectivo .... redução e prevenção dos riscos de cheia ...
A Secção de Residência de Setúbal tem o prazer de a/o convidar a a participar no debate subordinado ao tema Compreender Setúbal - Prevenção de Cheias, com o Camarada Mota Ramos.

Esta iniciativa terá lugar na Secção da Portela, dia 2 de Fevereiro, pelas 21h30.

Contamos com a sua presença!

Obrigado.

Saudações Socialistas,
  
O Secretariado da Secção

26 de janeiro de 2011

OS SES QUE NOS CALARAM - RESULTADO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2011


Enfoque nos resultados de Manuel Alegre no distrito de Setúbal

I

A – REGIÕES AUTÓNOMAS
Açores - Abstenção 68,88%; M. Alegre - 25.13%;
Madeira - Abstenção 52.08%; M. Alegre 7,68%;
Estrangeiro – Abstenção 94.72%; Manuel Alegre 20.21%

B – PORTUGAL CONTINENTAL
Aveiro 17.55%; Beja 25,40%; Braga 19,24%; Bragança 19.88%; Castelo Branco 22.64%; Coimbra 23.20%; Évora 24.85%; Faro 18.52%; Guarda 19.00%; Leiria 14.58%; Lisboa 21.80%; Portalegre 26.42; Porto 20.02%; Santarém 19.42%; Setúbal 23.48%; Viana do Castelo 13.17%; Vila Real 18.09%; Viseu 15.71%;

C – ORDENAMENTO POR DISTRITO MAIS VOTADO
1º Portalegre 26.42; 2º Beja 25,40%; 3º Açores 25.13%; 4º Évora 24.85%; 5º Setúbal 23.48%; 6º Coimbra 23.20%; 7º Castelo Branco 22.64%; 8º Lisboa 21.80%; 9º Porto 20.02%;
10º Bragança 19.88%; 11º Santarém 19.42%; 12º Braga 19,24%; 13º Guarda 19.00%;14º Faro 18.52%;15º Vila Real 18.09%; 16º Santarém 19.42%; 17º Aveiro 17.55%; 16º Viseu 15.71%;
18º Leiria 14.58%;19º Viana do Castelo 13.17%;20º Madeira.

O distrito de Setúbal ficou em 4º lugar a nível do Continente, com 23.48%;

A mais alta votação de Manuel Alegre, no distrito, foi em Alcácer do Sal, onde obteve 27.96%, seguida de Grândola com 26.54% e Sines com 26.46%.

A mais baixa votação obtida por Manuel Alegre foi em Alcochete, onde registou 21.53%.

II

A - INTERPRETAÇÃO DOS DADOS – PANORAMA GERAL

1 - A capital do reino do CAVAQUISTÂO é agora em Vila Real, que deu 65.49% de votos a Cavaco Silva. Mas é em Alvaiázere, concelho de Leiria, que esta facção atinge o mais elevado resultado, com 80,76%, num distrito em que a abstenção atingiu 56.38%.
De resto, é em Alvaiázere, no concelho de Leiria 80,76%; nos distritos de Bragança 65.11%; Viseu 64.97% e Aveiro 60.69%, que são arrecadados os mais elevados resultados desta tendência de direita.

2 – Voltando ao distrito de Setúbal, se tivesse havido uma união da tendência socialista, os resultados poderiam ter rondado os 41.77%. Mas se a esquerda se tivesse unido, tal como fez a direita, o resultado poderia ter sido de 59.91%, contra os 36.57% da direita, percentagem que Cavaco Silva alcançou no distrito de Setúbal.

Em conclusão, poderá perguntar-se se Setúbal é ainda um distrito de esquerda. Os dados respondem por si: o distrito de Setúbal é um distrito dividido, onde se reflecte a ambiguidade dos resultados, independentemente do que isso queira traduzir: ajuste de contas entre Soares e Alegre, dirão uns; resultado da cidadania favorável a Nobre, dirão outros, sem aprofundarmos, exactamente, o que se entende por verdadeira independência, num quadro em que, fora de qualquer máquina partidária ou outra qualquer estrutura organizativa, o exercício da cidadania dificilmente consegue impor-se.

Perante um panorama de abstenção nacional, que atingiu os 53.37%, pergunta-se como pode considerar-se um Presidente de todos os Portugueses um candidato que obtém 52.9% dos votos (2.230.104). Ou seja, resta um universo de votantes de 46.63%, dos quais Cavaco Silva arrecada apenas 24.66%; Alegre 9.20%; Fernando Nobre 6.6%, Francisco Lopes 3,3%; José Manuel Coelho 2,00% e Defensor Moura 0.73%, isto sem considerarmos os votos nulos e brancos.

Em boa verdade, os 19.75% (831.969 – Manuel Alegre); os 14.19% (593.868 Fernando Nobre); os 7.14% (300.840 Francisco Lopes); os 4,5% (189.340 Manuel Coelho); e os 1.57% (66.091 Defensor Moura) também não traduzem uma vontade real de todos os cidadãos com capacidade eleitoral. Esses, de uma forma ou de outra, estão cobertos pelo anonimato da grande vencedora destas eleições, a ABSTENÇÃO com 53.37%.

Outra das vitórias registadas (na Região Autónoma da Madeira) foi a da CARICATURA, de José Manuel Coelho, que capitalizou 4.50% (189.340 votos).

Não sei se estes resultados traduzem a vitória da raiva, da indiferença ou da sabedoria do Povo português. Mas algumas semelhanças entre a actual situação e o quadro descrito por Eça de Queiroz, nas suas Prosas Esquecidas III, relativamente à política de 1867, são deveras coincidentes:
  • “Sempre que no parlamento se levanta a voz plangente dum ministro, pedindo que cresça a bolsa do fisco e se cubra de impostos a fazenda do pobre, para salvação económica da pátria, há agitações, receios, temores, inquietações, oposições terríveis, descontentamentos incuráveis. O povo vê passar tudo, indiferente, e atende ao movimento da nossa política, da nossa economia, da nossa instrução, com a mesma sonolenta indiferença e estéril desleixo com que atenderia à história que lhe contassem das guerras exterminadoras duma antiga república perdida".
  • Mas quando o imposto começa a aparecer vagamente entre as profundidades do deficit, o povo exalta-se, reclama, pede, exige, e às vezes deixa a sua cólera varrer os partidos e dispersar os corrilhos.
A oposição tem bradado com irada energia contra o governo, pelo deficit, pelos tributos, elos desperdícios, pelo pouco amor das economias. Nós estamos prostrados, como sacerdotes mudos de respeito e de temor diante da sagrada majestade dos ídolos governamentais. Mas conhecemos que a oposição, às vezes, para dar um golpe na cabeça dum ministro, atravessa cruelmente o peito da justiça.

Temos um deficit de 5.000 contos. Esta á a negra, a terrível, a assustadora verdade. Quem o promoveu? Quem o criou? De que desperdícios incalculáveis se formou? Como cresceu? Quem o alarga? É o governo? Foram estes homens que combatem, foram aqueles que defendem, foram aqueles que estão mudos? Não. Não foi ninguém. Foram as necessidades, as incúrias consecutivas, os maus métodos consolidados, a péssima administração de todos, o desperdício de todos. Depois, as necessidades da vida moderna, de terrível dispêndio para as nações. Como na vida particular cresceram as superfluidades, o vão luxo, o aparato consumidor, mais precisões, mais gastos, a vida internacional tornou-se tão cara que mais ou menos todas as nações estão esfomeadas e magras. (…) O deficit tornou-se um vício nacional, profundamente arreigado, indissoluvelmente preso ao solo, como uma lepra incurável. (…) Em Portugal, as oposições esquecem-se facilmente do poço onde dorme a verdade; e se por acaso o procuram é para o encherem de veneno até às bordas. (…) Lançar impostos, vagamente, sem sistema, sem crítica esclarecida, sem justos e longos estudos do país, da sua riqueza, do seu trabalho, é arruinar, despedaçar, dilacerar a pobre pátria…. Eça de Queiroz.”
B - MAPA COMPARADO – EXERCÍCIO ESPECULATIVO - RESULTADO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2011 - Distrito de Setúbal *

Concelho

Candidato Hipótese de união de Tendência Socialista Remota hipótese de União de toda a esquerda

DIREITA UNIDA

*José Manuel Coelho não figura no mapa. Por ser difícil enquadrá-lo nesta linha especulativa.

Para quê continuarmos a procurar razões fora de nós? Só a forma de as manifestarmos varia com o tempo e com as tecnologias. O sentimento, esse, mantém-se intacto através dos tempos.

Maria Amélia Clemente Campos,
(Especialista em coisa nenhuma).


 
Caras e caros apoiantes de Manuel Alegre,
Este é o último e-mail que vos envio. Findo o acto eleitoral, impõe-se uma palavra de reconhecimento para com os que ajudaram a cumprir mais um dever cívico.
Pela minha parte, fiz o melhor que sabia. Procurei ser isenta, justa e empenhada. E apenas tentei responder aos sinais que me pareceram poder concorrer para um melhor resultado eleitoral de Manuel Alegre no distrito de Setúbal.
Remeto-vos, em anexo, o meu olhar sobre os acontecimentos e a minha leitura dos dados. Estes são inteiramente da minha responsabilidade e apenas pretendem ajudar-nos a reflectir.
Cordialmente,
Maria Amélia Campos


Executivo camarário visita freguesia de S. Lourenço

A Câmara Municipal de Setúbal reúne hoje e sexta-feira com a população da freguesia de S. Lourenço, em sessões no âmbito do projecto “Ouvir a População, Construir o Futuro”, para apresentação e debate de questões de interesse dos moradores.
Os encontros decorrem no CCDBA – Centro Cultural e Desportivo de Brejos de Azeitão, hoje, e na Casa do Povo, em Vila Nogueira de Azeitão, na sexta-feira, com início às 21 horas.
As sessões, com a presença da presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, e de outros membros do executivo, realizam-se na sequência de visitas feitas à freguesia para levantamento das necessidades e definição da forma de solucionar problemas detectados.
Os presentes visionam um filme e recebem uma brochura que dão conta desse trabalho de terreno, seguindo-se uma apresentação pela presidente da Autarquia e um período de debate.
Reuniões semelhantes no âmbito do “Ouvir a População, Construir o Futuro” já se realizaram na freguesia de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra. Depois de S. Lourenço, segue-se, em Fevereiro, S. Simão, com sessões na sede da Junta de Freguesia, dia 10, e no refeitório da EB 1 de Brejos de Clérigos, a 11.
Fonte: Jornal "OSETUBALENSE" 26/01/2011

XVI CONGRESSO NACIONAL DO PS

O Secretariado Nacional do Partido Socialista propôs a marcação do congresso ordinário para 8, 9 e 10 de Abril, antecedida das eleições directas para secretário-geral quinze dias antes, a 25 e 26 de Março.

O secretário-geral do PS, José Sócrates, será “naturalmente” candidato à liderança do partido nas eleições directas que se realizarão a 25 e 26 de Março, antes do congresso que o secretariado propõe que decorra a 8, 9 e 10 de Abril, afirmou hoje Francisco Assis.
“José Sócrates será naturalmente e uma vez mais candidato a secretário-geral do PS”, disse Francisco Assis, o líder parlamentar que serviu de porta-voz da reunião do secretariado socialista.

No próximo dia 30 de Janeiro, pelas 11h00, realiza-se a comissão nacional socialista, acrescentou Assis, que anunciou também a realização de uma convenção das Novas Fronteiras para 12 de Fevereiro.

Francisco Assis disse ainda, que o PS quer manter uma “cooperação institucional” com o Presidente da República, sublinhando que esse princípio “permanece válido” e que os socialistas agirão de forma a que “prevaleça”.

“A obrigação que vamos assumir completamente é que haja um bom relacionamento no plano institucional. O princípio de uma correcta cooperação institucional é um princípio que permanece válido, estava valido no anterior mandato presidencial e mantém-se. Pela nossa parte, vamos ter essa preocupação e vamos agir de forma a garantir que esse sentido de cooperação institucional prevaleça sobre outro qualquer tipo de impulsos”, afirmou Assis.

Em nome desse princípio, Francisco Assis, que serviu de porta-voz da reunião do secretariado do PS, escusou-se a comentar os discursos de vitória do Presidente da República reeleito, Cavaco Silva.

Considerando as eleições presidenciais uma “questão ultrapassada”, o secretariado fez uma “avaliação de todo esse processo”, disse Francisco Assis, mas “o essencial” da discussão “centrou-se no futuro” e na “reafirmação” das “responsabilidades públicas” do PS.

Sobre o artigo publicado no Diário de Notícias em que Mário Soares considerou um erro o apoio do PS a Manuel Alegre depois do anúncio desse mesmo apoio por parte do BE, Assis respondeu que “um partido essencialmente voltado para o futuro não pode perder muito tempo a falar sobre o passado”.

“Todas as opiniões são legítimas e respeitáveis e as opiniões de doutor Mário Soares são especialmente respeitadas, atendendo ao seu percurso e à sagacidade das suas análises”, acrescentou.

O líder da bancada socialista saudou a forma como Manuel Alegre participou no “combate eleitoral” das presidenciais, com a “coragem excepcional” que demonstrou numa “tarefa antecipadamente ingrata” de enfrentar um candidato que era Presidente da República em funções, circunstância que “historicamente” tem garantido a reeleição.

As eleições presidenciais foram, de resto, sublinhou, “um processo do qual não resultam alterações significativas na vida política portuguesa, não vão conduzir a uma recomposição dos termos em que se trava a disputa política em Portugal, pelo contrário”.

A declaração de Francisco Assis concentrou-se nas “preocupações fundamentais” dos socialistas para o futuro, estando à cabeça dessas preocupações, conforme começou por dizer, “manter um bom relacionamento institucional entre os vários órgãos de soberania”.

“Em segundo lugar, o PS tem que se concentrar na missão de assegurar a governação do país em circunstâncias que são reconhecidamente difíceis, e todas as nossas energias e esforços devem ser canalizados para essa questão essencial”, declarou.

O candidato Manuel Alegre assumiu, pessoalmente, a derrota nas presidenciais

O candidato Manuel Alegre assumiu hoje, pessoalmente, a derrota nas presidenciais, garantindo que esta é sua e não “daqueles que o apoiaram”, rejeitando qualquer responsabilidade do PS, recordando que “todos os candidatos”, a começar por Cavaco, tiveram menos votos.
No discurso no hotel Altis – que contou com a presença do secretário-geral do PS, José Sócrates – Manuel Alegre salientou que “não foi o Partido Socialista que perdeu este combate”.

“Assumo pessoalmente esta derrota. Rejeito qualquer comparação com outras eleições. Cada eleição tem a sua dinâmica própria”, disse.

Segundo o candidato derrotado – que afirmou já ter felicitado Cavaco Silva pela vitória nas presidenciais – “em democracia não é vergonha perder, vergonha é fugir ao combate e não saber pelo que se luta”.

“A derrota é minha não é daqueles que me apoiaram. Tenho pena e peço-vos desculpa por não ter conseguido fazer melhor”, reforçou.

“Quem falhou foi eu não ter conseguido o resultado que pretendia. Aliás, todos os candidatos, a começar pelo vencedor, tiveram também menos votos. Isso em nada diminui a legitimidade da sua eleição”, declarou.

À pergunta se poderia ter sido prejudicado por ter o apoio do partido que está no executivo, Alegre garantiu que “não era candidato do Governo”.

“Era um candidato que se apresentou por decisão pessoal e que foi apoiado depois pelo Partido Socialista, Bloco de Esquerda e outros partidos”, relembrou.

O ex-dirigente socialista disse ainda estar “nos combates do PS para o bem e para o mal”.

“A riqueza e a força do PS é sermos um partido plural, onde há divergências e liberdade”, defendeu.



Numa sala que aplaudiu, de pé, Manuel Alegre, estavam, para além de José Sócrates, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, o presidente do PS, Almeida Santos, a secretária de Estado da Reabilitação, Idália Salvador Serrão, a deputada do PS Ana Paula Vitorino, a eurodeputada socialista Edite Estrela.

12 de janeiro de 2011

O Grupo BPN no distrito de Setúbal

A importância dos terrenos do Grupo BPN no distrito de Setúbal

As eleições presidenciais trouxeram para o centro do debate político o escândalo do BPN, porque o candidato professor Cavaco Silva se envolveu na compra de acções da SLN, aos homens fortes do cavaquismo, obtendo com isso lucros de 140%.

Sabemos agora que a nacionalização do BPN nos vai custar cerca de dois mil milhões de euros, verba avançada pelo Ministro das Finanças na Assembleia da República e ainda ninguém nos disse onde foi parar tão elevada quantia, isto é, quem roubou todo este dinheiro do banco, que os contribuintes vão ter que pagar.

Os homens do BPN, tiveram uma grande actividade no distrito de Setúbal, na área da especulação imobiliária, adquiriram a herdade de Rio Frio, no concelho de Palmela (6.000hectares de sobreiral), 100 hectares na zona do Vale das Rosas na cidade de Setúbal e a quinta das Fontainhas com 27 hectares na Moita.


Envolveram-se numa grande trapalhada para adquirirem o estádio do Bonfim, propriedade do Vitória de Setúbal.

Eram proprietários de órgãos de comunicação social de nível local e regional.

As pessoas mais importantes da região nos últimos anos, empresários tidos como de sucesso, amigos de políticos locais e regionais, saíram de cena mas deixaram atrás de si um rasto que tem que ser esclarecido.
Até porque somos nós que vamos pagar.

Nada está esclarecido nem com Rio Frio, nem com o Vale das Rosas, nem com a quinta das Fontainhas e também nada se sabe em relação ao Vitória de Setúbal, uma colectividade centenária de grande prestígio e com um grande historial na cidade de Setúbal. Temos que saber a quem pertencem estas propriedades, quanto valem e por quanto estão hipotecadas.

Os homens do BPN, pessoas bem informadas, certamente que não adquiriram esta quantidade de terrenos para a agricultura e a floresta, fizeram-no com a esperança de transformarem o uso do solo de agrícola ou florestal para urbanizar com a colaboração das Câmaras Municipais. Nada se faz nesta área sem a colaboração das Câmaras.

Os políticos locais e regionais, muitos deles conhecidos e amigos dos representantes do Grupo BNP na região, têm estado calados e não dizem uma única palavra sobre isto.

Todos aqueles que estão interessados no combate à corrupção devem discutir a actuação dos homens do BPN na região e a sua relação com o poder, para avaliarmos os prejuízos que nos causaram e a forma como actuam no terreno. Só assim se ganha experiência para evitar casos futuros.

A actual administração do BPN tem obrigação de esclarecer as populações da região de quais os valores das grandes propriedades do Grupo BPN e as hipotecas que sobre elas recaem. Para esclarecer isto não é preciso esperar pelo Ministério Público ou pelos tribunais.

O Jornal “O Sol” no dia 14 de Fevereiro de 2009 escrevia o seguinte:

“A jóia da coroa da Pluripar acaba por ser os terrenos próximos do futuro aeroporto, avaliados em mais de 730 milhões de euros - “negócio concretizado em Dezembro de 2007, através da compra à Sociedade Agrícola de Rio Frio”, (detentora de mais de 60 hectares de área de construção na futura cidade aeroportuária), afirma Fernando Fantasia.”

Estes terrenos de Rio Frio não valem mais do que 35 milhões de euros e a quinta das Fontainhas na Moita que estava hipotecada ao Banco Popular por 28 milhões de euros, vale pouco mais do que zero, dado que depois da ratificação do PDM da Moita, os terrenos desta quinta continuaram de uso agrícola, ficando sem efeito os protocolos que a empresa proprietária do terreno tinha assinado com a Câmara da Moita.

Enviado por email por: José Bastos

9 de janeiro de 2011

Manuel Alegre no almoço com sindicalistas em Palmela

Desta vez não há lugar à indiferença
8 de Janeiro

"Desta vez não há lugar à indiferença, não há lugar a baixar os braços, não há lugar à abstenção", afirmou Manuel Alegre esta tarde num almoço com mais de 500 sindicalistas e activistas do mundo laboral, em Palmela. "Estou aqui com aqueles com quem quero estar, não estão aqui representantes da alta finança nem dos grandes interesses que querem dominar o poder democrático", disse, emocionado, o candidato, explicando o que está em causa em 23 de janeiro: "Estão em confronto dois projectos – um projecto progressista, democrático, baseado nos valores da justiça social e da Constituição da República e um projecto conservador e que tem características restauracionistas."

Alegre enunciou as principais diferenças de visão e de projecto que o separam de Cavaco Silva, destacando uma outra visão da posição de Portugal no mundo e na Europa e prometeu, depois de eleito, convocar "em Lisboa grandes figuras europeias, da esquerda e não só, para uma nova reflexão sobre a Europa. Grandes figuras, sindicalistas de toda a Europa, dirigentes políticos, mas também pensadores, filósofos, escritores, gente que pensa a civilização democrática europeia, para abrir uma nova perspectiva e para que se possa salvar o sonho dos que quiseram uma Europa democrática entre Estados soberanos iguais, e não onde uns são mais do que quase todos os outros."

Manuel Alegre explicou ainda os riscos de desmantelamento dos direitos sociais e dos serviços públicos que a Constituição consagra e afirmou: "Por isso eu sei que neste momento sou um alvo. Porque sou um empecilho àquilo que parecia que já estava feito. Parecia que tudo estava resolvido, que não ia haver competição, que não ia haver eleições, ia haver uma espécie de coroação. Mas não. Há competição, vai haver eleição, vai haver luta até ao fim. E desta vez temos todas as condições para ir à segunda volta e ganhar esta eleição."

Antes da intervenção de Manuel Alegre, discursaram os dirigentes sindicais Carlos Trindade e Ulisses Garrido, da Comissão Executiva da CGTP, Mário Jorge, do Sindicato Independente dos Médicos, António Chora, da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa e João Proença, da UGT.

Durante a manhã,o candidato visitou o Montijo numa arruada com cerca de cem apoiantes, onde recebeu entusiásticos votos de encorajamento por parte da população enquanto percorria locais emblemáticos como a Praça da República, o Mercado Municipal e o Mercado da Reforma Agrária.