11 de dezembro de 2012

IDOSOS MALTRATADOS EM LAR ILEGAL DE AZEITÃO

COMO É POSSIVEL ISTO PODER ACONTECER EM AZEITÃO

Imagens mostram idosos maltratados em lar ilegal
Segurança Social mandou fechar o estabelecimento em julho, mas tudo continua na mesma

Um grupo de 20 idosos é tratado de forma desumana um lar em Azeitão, conforme as imagens captadas pela TVI há poucos dias.
Os idosos passam fome, frio e há falta de higiene no lar. Alguns não tomam os medicamentos que deviam e alguns recebem os medicamentos dos outros. Nalguns casos, o obejtivo é manter os idosos a dormir.
A Segurança Social mandou fechar este lar ilegal em julho, mas tudo se mantém na mesma, seis meses depois
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19 de janeiro de 2012

Vitalino Canas avança com requerimento - Politica - DN

O deputado do PS Vitalino Canas entrega hoje, pelas 16:00, no Tribunal Constitucional, o requerimento para a fiscalização da constitucionalidade do Orçamento do Estado para 2012.
O assunto que motivou discussão na reunião da bancada do PS. Em declarações à agência Lusa, Vitalino Canas adiantou que ainda aguarda até ao início da tarde uma resposta do Grupo Parlamentar do PCP no sentido de saber se os deputados comunistas se juntam à iniciativa de requerer a fiscalização sucessiva do Orçamento. Ler mais .......- Politica - DN

PS lamenta que Governo ano tenha "uma estratégia" para combater falta de trabalho - Economia - DN

O PS reagiu hoje à subida da taxa de desemprego para máximos históricos de 13,2 por cento, de acordo com a OCDE, lamentando que o Governo não tenha tido "uma política, uma estratégia de combate ao desemprego". Ler mais.....- Economia - DN

PS lamenta que Governo ano tenha "uma estratégia" para combater falta de trabalho - Economia - DN

O PS reagiu hoje à subida da taxa de desemprego para máximos históricos de 13,2 por cento, de acordo com a OCDE, lamentando que o Governo não tenha tido "uma política, uma estratégia de combate ao desemprego". Ler mais..... - Economia - DN

16 de janeiro de 2012

País - Antigo convento de São Domingos, em Azeitão, procura novo dono - RTP Noticias, Vídeo

Antigo convento de São Domingos, em Azeitão, procura novo donoO antigo Convento de São Domingos, em Azeitão, está à venda, o dono vive praticamente sozinho na propriedade e a crise destruiu a maior parte dos negócios que foram rentáveis durante muitos anos. veja o video ...... - RTP Noticias, Vídeo

14 de janeiro de 2012

POESIA IDEIAS – Pelo Camarada Isaurindo Abegão (Setúbal|Azeitão)

Todos os dias pergunto: onde estás ? Honra, Brio e Dignidade. Onde estais ?

Todos os dias pergunto: onde estás ?
Honra, Brio e Dignidade. Onde estais ?
Quem vos preza ? Quem vos respeita ?
Eu, não posso viver pobre nesta frialdade,
Que me trás toda a pobreza

Nesta dúvida do viver,
Lembro-me de bichos, carochas, centopeias,
Osgas, andoreias.
Musgos, paredes húmidas e bolores.
Ao pensar na minha pobreza !
Ideias ? Sonhos ?
Causam-me suores !!!

Isaurindo Abegão

FORTE ABRAÇO DOS TEUS CAMARADAS Manuel Esteves e Luis Santos POR ESTE BELISSIMO POEMA. Bem hajas.

A vida vai de mal a pior em 2012


Camarada José Bastos
A OCDE apresenta previsões para a economia portuguesa, muito desanimadoras; o desemprego continua sempre a subir para perto de 14% e o PIB vai cair mais de 3%. Já sabemos que a dívida continua a subir e que a balança de transacções correntes vai ser deficitária. O Ministro da economia não está incomodado e diz que é preciso o povo sofrer para depois viver melhor. Já disse que 2012 é o fim da crise, embora a maioria dos técnicos diga que é preciso crescimento, para a criação de emprego, mas nem o Ministro nem o Governo nos dizem quais são as políticas para o crescimento e o desemprego vai atingir níveis que há poucos anos os economistas diziam ser impossível o país aguentar. A população tem que ter alguma esperança na criação de emprego e esta só acontece se houver crescimento.

A sensação que me dá é que o Ministro da economia acredita que tudo se resolve com um grande aperto do cinto. O homem está completamente enganado o mundo mudou e nada será como antes.
Existem dois grandes problemas no país que são de muito difícil solução, mas que têm que ser resolvidos custe o que custar, porque as pessoas não podem viver sem emprego e sem habitação e são centenas de milhares de pessoas que vão estar nesta situação em 2012.
As instituições de solidariedade social e os bancos alimentares, hoje tão falados, são importantes, quando apoiados pelo Estado, mas não chegam para acudir a uma legião de desempregados, sem subsídio de desemprego e sem casa. E as mulheres divorciadas e as mães solteiras com filhos a cargo, como vão sobreviver mesmo que trabalhem e ganhem 485 euros, se tiverem que pagar uma habitação? E os jovens que estão desesperados e sem esperança de conseguir o primeiro emprego?

Nasci e vivi num bairro pobre de pescadores em 1938 e lá vivi e convivi até aos 24 anos. Quando falo de pobreza sei do que estou falar. Nos anos quarenta do século passado as crianças da minha geração andavam quase todas descalças, os rapazes iam para o mar com os pais ainda não tinham dez anos, os velhos ou eram ajudados pelos filhos ou morriam à mingua porque não tinham reformas, as habitações eram muito pequenas, húmidas, sem casas de banho e chão em terra, os esgotos corriam a céu aberto nas ruas, não havia água canalizada e havia uma grande quantidade de pessoas às portas a pedir esmolas. As mercearias e as padarias forneciam fiado e muita coisa que vai hoje para o lixo tinha valor de penhor.

As fábricas de cortiça que existiam no Montijo à época só vendiam para exportação e quando não havia encomendas, os operários eram despedidos ou ficavam a trabalhar e a ganhar três dias por semana. A Mundet e o Pablos tiveram muitas vezes a três dias.
As pessoas conformavam-se e consumiam muito pouco e muitas vezes fiado na mercearia e no padeiro para pagarem quando recebessem algum dinheiro. Era uma vida de miséria.

A vida foi melhorando nos anos sessenta com ida de muitos milhares de emigrantes para a Europa e a partir da revolução de Abril de 1974, foi estabelecido um salário mínimo e emprego com direitos, muitas pessoas passaram a frequentar as escolas secundárias e as universidades e a mentalidade das pessoas evoluiu muito. Foi criado o SNS e todos os portugueses passaram a ter uma reforma.
Aderimos à União Europeia nos anos oitenta do século passado e com essa entrada beneficiámos de elevados investimentos para construção de infra-estruturas. Mais tarde aderimos ao euro e com isso conseguimos empréstimos a juros baixos para construção de habitações de muita boa qualidade.

Com toda esta evolução, apareceu uma classe média forte, que hoje está a ser destruída, com perda de emprego, sem subsídio e em consequência sem possibilidade de pagar a prestação da casa, sem automóvel, sem conseguir emprego para os filhos, apesar dos sacrifícios que fizeram para eles estudarem e muitos já não conseguem alimentação e têm que recorrer ao banco alimentar.
Esta legião de desempregados da classe média não vai estar disposta a passar de “cavalo” para “burro” de um momento para o outro, sem terem culpa nenhuma.
A classe média desempregada e já sem receber subsídio de desemprego e os filhos também à procura de emprego sem o encontrar não vai suportar tudo isto sem se revoltarem. As pessoas evoluíram muito, estão bem informadas e não vão aceitar a injustiça de que estão a ser vítimas.

Faz algum sentido existir milhares de habitações novas e usadas fechadas, sem qualquer utilidade e milhares de pessoas sem casa a irem morar com familiares e outros para rua? Tem que haver aqui um “golpe de asa” político para resolver este problema de fundo.

Já pensaram nas pessoas trabalhadoras que sempre fizeram uma vida honesta e que agora não têm nada nem para eles nem para os filhos? E os filhos mesmo que queiram ir trabalhar para as obras. Já não existem obras.

Somos um país pequeno na Europa, mas temos que nos juntar, em termos políticos, a outros países pequenos como nós e forçarmos os Alemães e os Franceses a mudarem de políticas. A crise não depende só de nós como nos tentaram fazer crer por motivos partidários.
A crise é para ser resolvida por políticos e não por economistas. É bom que os outros políticos, ouçam o Dr. Mário Soares, que tem uma grande experiência política e sabe muito da política europeia.

Camarada José Bastos (Montijo)