24 de outubro de 2010

José Sócrates deixa um aviso a quem quer «aproveitar» a crise para «atacar o Estado»

No discurso de encerramento do XIV congresso da Federação Distrital do PS/Porto, José Sócrates aproveitou para deixar «uma mensagem simples à direita» em Portugal.  
 
«Se querem aproveitar esta crise como pretexto para atacar o Estado e para realizar aquilo que foram sempre os seus intentos - umas vezes mais, outras vezes menos disfarçados - não conseguirão porque o Partido Socialista manter-se-á firme em que a Constituição deve manter, no caso da Educação e da Saúde, uma garantia de serviços públicos que assegure a igualdade», afirmou.
O secretário-geral socialista disse ainda que a mobilização do PS «é muito importante» neste momento para que «assegure» uma «imagem» do partido aos portugueses.
«Aqui está um partido socialista que quer servir os portugueses, no qual os portugueses podem ter confiança, que tem responsabilidade, que não vira a cara às dificuldades e que nunca deixa de tomar as medidas que são necessárias para servir o interesse geral», enfatizou.
 
Sobre o Orçamento do Estado para 2011, José Sócrates reforçou a ideia que deixou esta tarde em Vila Real - também num congresso federativo - afirmando que este «é o orçamento que o país precisa, que protege o país daquilo que são as consequências da turbulência financeira internacional».
«Este orçamento abriga Portugal e dá segurança às empresas, às famílias, para que elas possam obter crédito, para que elas possam ter condições de financiamento que permitam fazer investimentos», sustentou.
Considerando que o orçamento apresentado «defende o crescimento e o emprego», o secretário-geral do PS afirmou que estes sairiam ameaçados se nada se fizesse ou se nenhuma medida fosse tomada.
«A maior ameaça à economia portuguesa derivaria de não se fazer aquilo que é necessário fazer: pôr as contas públicas em ordem é o melhor contributo que nós podemos dar para a economia, para o emprego, para as empresas e para as famílias», sublinhou.
   
Segundo Sócrates, o PS «é um partido de confiança», no qual os portugueses «sabem que podem confiar», já que está «preparado para responder às situações mais difíceis, venham elas de fora» ou de dentro.
«Mas é um partido também com responsabilidade, é um partido que faz aquilo que deve fazer, que não pensa nos seus interesses, que não faz cálculos, que não deixa o país nas incertezas e que toma as decisões em função daquilo que legitimamente considera ser o interesse geral», enfatizou.
Sócrates avisou ainda que o PS não desiste daquilo que é a sua «visão para a modernização do país», recordando que tem um princípio básico que é o da «luta pela igualdade de oportunidades».