28 de novembro de 2010

Freguesia de S. Sebastião vai homenagear o Humberto Daniel

Humberto Daniel, ex-presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião, Grande Socialista setúbalense e figura destacada da ANAFRE, falecido o ano passado, vai ser homenageado no próximo dia 4 de Dezembro às 16h nas instalações da junta. A sala de atendimento público da Junta vai ter o seu nome, com a colocação de uma placa alusiva, na presença da familia, amigos, autarcas e socialistas.

A proposta apresentada pela bancada do PS, foi aprovada por unanimidade na Assembleia de Freguesia.

Humberto Daniel foi um lutador pela causa socialista e um defensor acérrimo da cidade de Setúbal. Havia quem dele dissesse ser um populista, trocando-lhe propositadamente a sua enorme capacidade de fazer amigos e ouvintes... Como autarca da freguesia de S. Sebastião a presença de centenas de moradores, na hora da sua despedida, fala melhor do que muitas palavras. Como político, era um homem de consensos, sem deixar de lutar com fervor por aquilo em que acreditava. A sua voz forte e incómoda deixou muitas saudades. Com a sua perda, o ambiente político em Setúbal ficou mais pobre e mais cinzento.

9 de novembro de 2010

Vereadores Socialistas criticam «inexistência de uma estratégia»

Os Vereadores do Partido Socialista eleitos na Câmara Municipal de Setúbal apresentaram, ontem, aos órgãos de comunicação social o balanço do primeiro ano de mandato da autarquia.

“A modernização administrativa municipal é uma promessa adiada e os bloqueios burocráticos e custos económicos impostos às actividades das empresas aumentaram no último ano” – referem os vereadores do PS, que acrescentam – “a situação financeira regista uma evolução preocupante”.
Divulgamos o texto integral do balanço dos Vereadores do Partido Socialista:

1.º ANO DE MANDATO DA CÂMARA MUNICIPAL DE SETÚBAL
BALANÇO

Após o decurso do primeiro ano de mandato da actual configuração da Câmara Municipal de Setúbal (CMS), os Vereadores do PS consideram necessário fazer uma análise ao 1.º ano de mandato.
Neste período de um ano acentuaram-se muitos dos problemas vividos pelos cidadãos, famílias e empresas Setubalenses.
Quando se esperava que a CMS tomasse medidas de apoio às famílias e empresas e adoptasse políticas sociais efectivas, a verdade é que nada disso aconteceu. O executivo CDU age como se as pessoas, o concelho e o país não estivessem a atravessar uma das maiores crises económicas e financeiras mundiais dos últimos 80 anos.

A modernização administrativa municipal é uma promessa adiada e os bloqueios burocráticos e custos económicos impostos às actividades das empresas aumentaram no último ano.

Apesar de todos os impostos e taxas municipais se situarem nos limites máximos que a lei permite, a situação financeira regista uma evolução preocupante, traduzida nomeadamente no aumento dos prazos de pagamento a fornecedores da CMS, causando-lhes óbvios prejuízos, dos constantes e significativos aumentos das despesas com pessoal e da manutenção e remuneração do passivo municipal.

No domínio da higiene e limpeza, após 7 anos passados sobre desmantelamento do sistema camarário, a CDU reconhece hoje o enorme erro cometido com a privatização de serviços. O problema é que essa constatação surgiu com 7 anos de atraso, com um rasto de expressivo desperdício financeiro e com os resultados de insalubridade e sujidade a que, infelizmente, os Setubalenses têm de fazer face.

Os problemas originados pela degradação profunda do centro histórico de Setúbal e da baixa comercial são o exemplo da inexistência de uma estratégia ou de medidas de trabalho conjunto com os parceiros na revitalização comercial e regeneração urbana de espaços públicos e privados.

Ao nível dos investimentos nos equipamentos educativos municipais salientamos, como nota positiva, a parceria de sucesso entre o Governo e a CMS. Contudo, temos de registar uma histórica incapacidade do executivo CDU na execução de projectos co-financiados por fundos comunitários e as possíveis implicações que essa incapacidade pode vir a ter nos projectos que exigem um papel de liderança e capacidade de execução da CMS – concretamente, na Regeneração Urbana da Bela Vista e no Plano de Intervenção e Valorização da Zona Ribeirinha de Setúbal, além do emblemático caso do Fórum Municipal Luísa Todi.

Outra das promessas feitas aos Setubalenses e ao Vitória reporta-se a construção do novo Estádio, tantas vezes prometida na comunicação social pela Presidente da CMS, e sobre o qual não temos nem visto ou ouvido qualquer justificação acerca do seu adiamento ou abandono.

A CDU continua a conformar-se com a perda de capacidade e perda de influência política deste Concelho no panorama regional e nacional. A verdade é que após este balanço de mandato, sobre o último dos 9 anos que a CDU já leva na condução do executivo municipal, a CDU mantém a sua marca inconfundível de ausência de políticas consistentes e viradas para o futuro e optou por atrasar as grandes transformações de que o Concelho necessita.


Setúbal, 8 de Novembro de 2010

4 de novembro de 2010

OPINIÃO

Eduardo Cabrita
Os adoradores do pensamento único mudam frequentemente de musa mas nunca de método. A partir da unção da nova verdade universal há que papaguear o dogma e condenar à marginalidade tolerada ou reprimida toda a heresia . Foi assim com outras explicações globais. Está a ser assim com esta ideia de que [...] (Ler mais...)
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Jorge Seguro Sanches
Todos, sem dificuldade, poderemos recordar episódios da nossa vida em que, perante um obstáculo, optámos pelo mal menor. Na escola, na profissão ou até na vida pessoal, todos nós, em momentos de dificuldades, já tivemos de fazer opções difíceis e seguir, dessa forma, por um caminho que avaliámos ser o menos mau, entre outros piores. Nesses [...] (Ler mais...)

2 de novembro de 2010

Há necessidade de abrir novos caminhos

Manuel Alegre considerou que os encontros que teve hoje com dirigentes das centrais sindicais, CGTP-in e UGT, foram reuniões muito “profundas”, onde foram “abordados os problemas fundamentais da situação do país”.

No final do encontro com o secretário-geral da UGT, , Manuel Alegre salientou a “convergência de pontos de vista” com ambas as centrais sobre a necessidade de “novas políticas sectoriais que reconstituam o nosso tecido produtivo” e de mais “sensibilidade social”, numa situação que também se tem agravado no sector privado “em que o mundo do trabalho está a ser fustigado”.
Acompanhado nestes encontros pela sua mandatária nacional, Maria de Belém Roseira, e pelos apoiantes Paulo Sucena e Elísio Estanque, Manuel Alegre recordou a sua formação de “socialista e de homem da esquerda democrática” para justificar que “num momento tão difícil como este”, está “em primeiro lugar do lado do país”, mas também “do lado daqueles que mais sofrem” e do “lado do mundo do trabalho”, manifestando-se “solidário com as preocupações das duas centrais sindicais”, UGT e CGTP.
Sobre a greve geral convocada para o próximo dia 24, Manuel Alegre disse compreender as razões invocadas, lembrando que toda a sua vida lutou pelo direito à greve, embora considere tratar-se aqui de “mais do que a expressão do direito à greve”, mas um “alerta à sociedade, de uma necessidade de virar a página, de sermos capazes de abrir novos caminhos para o nosso país e para a nossa sociedade com muito mais sensibilidade social”.
O candidato destacou ainda que o que está em causa “passa também pela eleição presidencial”, pois “está em causa o conteúdo social da nossa democracia”. , “Pelo meu passado, pela minha vida, pelas minhas convicções”, Manuel Alegre dá garantias de “defender o Estado social e os direitos sociais que estão consagrados na constituição”. “Os trabalhadores e as centrais sindicais com certeza que sabem que dou essa garantia”, afirmou o candidato.
Por sua vez, João Proença explicou que a UGT está “muito preocupada” com a situação económica, nomeadamente o desemprego e o Orçamento do Estado que na prática se “preocupa essencialmente com o défice” e agrava as desigualdades. O secretário-geral da central afirmou ainda que “não esteve em causa aqui a UGT dar o apoio a Manuel Alegre ou o Manuel Alegre vir dar apoio à UGT, o que se passou foi uma troca de posições, até para ficarmos a conhecer melhor as diferentes propostas dos candidatos. Manuel Alegre foi o primeiro candidato presidencial a pedir uma reunião no quadro do normal funcionamento da democracia”. A UGT respeitará “a total liberdade dos seus membros” a apoiarem e votarem nos diferentes candidatos à Presidência da República portuguesa, concluiu o líder sindical.
Esta manhã, após a reunião com o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, o candidato salientou que estes encontros têm “um significado”, sublinhando a importância do “diálogo” entre “os responsáveis políticos e uma central sindical tão importante como é a CGTP”. Desta reunião, Manuel Alegre destacou a procura de “soluções alternativas contra o fatalismo, contra o derrotismo” no sentido de se encontrarem “novas soluções na economia, um novo modelo social que nos permita dar um sentido de futuro à nossa vida colectiva e sobretudo aos jovens”.
Questionado sobre o apoio à greve, Manuel Alegre respondeu: “Não tenho que apoiar ou não apoiar. Eu sou um candidato à Presidência da República, que está nestas eleições com um sentido de responsabilidade. Não cabe a um candidato à Presidência da República estar a fazer ou não apelos à greve”.
O líder da CGTP registou, por sua vez, a existência de “convergência”. “É que o futuro não vai lá com candidaturas e propostas que prossigam aquilo que foi o caminho do desastre” afirmou, considerando ainda: “Pensamos que há uma convergência de fatores estratégicos na luta dos trabalhadores hoje e naquilo que se deve obter nas presidenciais”.